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Acreditamos em algo quando duvidamos. Quando não há razão para nenhuma dúvida, dizemos que “sabemos”. Uma pessoa que sofreu queimaduras terríveis nunca dirá: “Creio que o fogo é quente”. Ela sabe perfeitamente e não tem nenhuma dúvida sobre isso. Esta certeza não surge do esforço para acreditar e não duvidar.

A questão da felicidade humana não está ligada ao ato de “acreditar profundamente e não duvidar”. A pessoa que conquista a felicidade plena nesta vida não tem nenhuma necessidade de acreditar, pois ela sabe claramente e tem certeza disso.

No livro “Porque Vivemos” (edição portuguesa – compacta), o Prof. Kentetsu Takamori explica de forma profunda a diferença entre “acreditar” e “saber (ter certeza)”. Vale a pena ler e ter este conhecimento relevante para a vida.

Partilhamos, abaixo, um trecho da parte 2 do livro “Porque Vivemos” (edição brasileira – completa).

“O quê? Você está dizendo que a vida tem um propósito? Que existe conclusão?” A maioria das pessoas se surpreende ao saber que a vida tem um propósito, sim, e que ele pode ser cumprido. Essa surpresa é natural porque o senso comum nos diz exatamente o contrário.

De fato, qualquer busca – seja por aprendizado, seja na arte, nas ciências, na medicina, nos esportes, na gastronomia, entre outras áreas – segue um caminho sem fim, sem possibilidade de conclusão ou completude final, qualquer que seja a altura a que se possa chegar. Todas as nossas “buscas” continuam a vida inteira, incessantemente.

O pintor de xilogravuras ukiyo-e Katsushika Hokusai (1760-1849), ao pensar em sua carreira no final de sua vida, lamentou: “Se pudesse viver ao menos cinco anos mais, eu conseguiria me tornar um pintor de verdade”. E dizem que o pintor francês Pierre-Auguste Renoir (1841-1919) falou em seu leito de morte: “Ainda estou progredindo”.

A música e a pintura não são os únicos campos em que não existe ponto-final; a busca no aprendizado e no esporte também não tem um objetivo consumado. A maior parte das pessoas se contenta com isso, argumentando: “Pensar que se chegou à completude pode ser danoso porque marcaria um fim para o progresso. O caminho sem fim é o melhor a se tomar”.

Vamos examinar essa proposição. Dizer que “o caminho sem fim é o melhor a se tomar” é glorificar a busca de uma vida inteira por algo que não é realizável. A ideia é absurda: cada busca é empreendida com a suposição de que seu objeto pode ser encontrado. Uma pessoa que dedica toda a sua vida à busca de algo que sabe ser inatingível é como alguém que compra bilhetes de loteria sabendo que são do ano anterior.

Alguns insistirão que a busca sem fim lhes convém porque o que é maravilhoso é o processo de melhorar e batalhar durante a vida inteira. Entretanto, essa satisfação é temporária e fugidia. É diferente, em sua natureza, da alegria da vida que faz exultar “Que felicidade ter nascido humano!”. Os que louvam a busca incessante não conhecem a alegria de realizar o propósito da vida.

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Para quem ainda não conhece a edição portuguesa (compacta) do best-seller japonês “Porque vivemos”, vale a pena ler. Aos que já leram, sugerimos a leitura da edição brasileira (completa) do livro.

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Mauro M. Nakamura
Professor de filosofia budista, autor, editor de conteúdo e presidente da ITIMAN. Diretor internacional da Ichimannendo Publishing Co. Ltd. - Tóquio, Japão.

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