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«Ninguém quer morrer, mas a verdade é que temos de morrer»: não há contradição maior.

Neste mundo existem muitas contradições; porém, nenhuma se lhe compara.

A humanidade não tem consciência desta contradição fundamental.

(Kentetsu Takamori, autor do livro “Porque vivemos”, Editora Nascente, 2019)

Falar ou ler sobre a morte não é agradável para nenhum ser humano. Mas, por que na filosofia budista há muitos ensinamentos que discutem este assunto?

Shakyamuni (Siddhartha Gautama) ensinou que “encarar de frente a inconstância e a efemeridade da vida, é o primeiro passo em direção à felicidade duradoura”

O que podemos aprender para a nossa vida prática com essas palavras de Shakyamuni?

Não queremos nem ouvir falar em morte justamente porque isso remete-nos ao sofrimento. Não há efemeridade maior ao ser humano do que a própria morte, portanto, podemos dizer também que não existe sofrimento maior do que a morte.

Então, se solucionarmos nosso maior sofrimento, inversamente na mesma proporção, a felicidade que obteremos será suprema, duradoura e plena.

Todos nós temos sofrimentos na vida, mesmo que isso seja difícil e ninguém queira admitir. Mas felizmente há uma solução para o sofrimento humano, que é possível nesta vida. E o primeiro passo para isso é ver a vida como ela realmente é, sem maquiagens. Em outras palavras, reconhecer e tomar consciência de que tudo nesta vida não será eterno e que infelizmente terá um fim.

Mas Shakyamuni não parou aqui e prosseguiu. Assim como um médico não faz apenas o diagnóstico da doença, mas logo em seguida informa ao paciente sobre a cura e o tratamento que deverá ser feito para isso, Shakyamuni indicou um caminho para a solução definitiva do sofrimento para todas as pessoas, sem exceção.

A bússola que orienta nos nessa caminhada até a felicidade duradoura é o budismo, ensinamento explicado de maneira lógica e didática, sem necessidade de crenças, fé, dogmas ou regras. O mais importante é primeiro ouvir o conteúdo da filosofia e esclarecer as dúvidas. Pois tudo foi devidamente explicado e está registrado nos mais de sete mil sutras, que são livros com a transcrição das palestras feitas por Shakyamuni, há mais de 2600 anos, na Índia.

Essa é, em síntese, a proposta e mensagem realista, mas ao mesmo tempo extremamente positiva da filosofia budista.

Então, vamos a isso?

Dúvidas ou perguntas sobre o conteúdo deste artigo podem ser enviadas para Mauro Nakamura, pelos seguintes meios:

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Professor de filosofia budista, autor, diretor de conteúdo e presidente da ITIMAN. Diretor internacional da Ichimannendo Publishing Co. Ltd. - Tóquio, Japão.

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