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A maioria das pessoas se surpreende ao saber que a vida tem um propósito, sim, e que ele pode ser concluído nesta vida. Essa surpresa é natural porque o senso comum nos diz exatamente o contrário. 

De fato, qualquer tipo de “caminho” ou  “busca” – seja por aprendizagem, seja na arte, nas ciências, na medicina, nos desportos, na gastronomia, entre outras áreas – segue um caminho sem fim, sem possibilidade de conclusão ou completude final, qualquer que seja a altura a que se possa chegar. Todas as nossas “buscas” continuam a vida inteira, incessantemente, até a morte.

Desde eras passadas, cada um de nós nasceu e renasceu incontáveis vezes em uma miríade de formas de vida, segundo as explicações da filosofia budista. Presos no ciclo de nascimento e morte, nunca conhecemos a verdadeira felicidade, aquela que é plena, duradoura e absoluta.

O propósito da vida, ensinado no budismo, refere-se não apenas a esta vida atual, mas ao ciclo eterno de todas as nossas vidas, passadas e futuras. Essa miríade de vidas, abrangendo incontáveis milhões de anos, tem um único propósito: nascer para a felicidade plena. Este propósito crucial e supremo só pode ser concluído durante a vida humana, o que torna esta vida infinitamente preciosa. 

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Professor de filosofia budista, cultura japonesa e pensamento nipónico, autor, diretor de conteúdo e presidente da ITIMAN. Diretor internacional da Ichimannendo Publishing Co. Ltd. - Tóquio, Japão.

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