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Sabedoria pode ser definida como a capacidade de enxergar e saber o futuro. Nos jogos de xadrez, os melhores jogadores são capazes de prever vinte ou trinta movimentos adiante, enquanto que os mais inexperientes não conseguem enxergar um passo à frente, porque lhes falta sabedoria. 

Quem não gostaria de saber o futuro? 

Todos nós queremos viver sem insegurança, conhecedores do futuro que nos aguarda. A inquietação sobre o futuro é exatamente o que faz muitas pessoas se apoiarem nos astrólogos e videntes, em busca de respostas. 

O sábio, num jogo de xadrez, é o jogador hábil em vencer. Mas o que significa ser sábio na vida? No livro “Porque vivemos”, o professor Kentetsu Takamori responde a esta pergunta com as seguintes palavras de Rennyo (1415-1499), grande mestre budista japonês: 

“Mesmo que conheça os 80 mil ensinamentos do Buda, quem nada sabe sobre o mundo que virá após a morte é um tolo. Mesmo um analfabeto, que não sabe ler nem escrever, se conhecer o mundo após a morte, será um sábio.”

Ainda que tenha conhecimento de todo o conteúdo da internet e dos livros de todo o mundo, se a pessoa não souber o que acontecerá consigo depois que morrer, será um tolo, ensina a filosofia budista. Por que é possível afirmar isto? 

A morte chegará infalivelmente para qualquer ser humano, algum dia. Sendo assim, o mundo após a morte é um futuro que com certeza existirá para todas as pessoas, sem exceção. Na vida, não temos nenhuma certeza quanto ao futuro que nos espera, nada que está definido. Exceto, o fato de que um dia todos nós morreremos e que iremos para um “mundo do pós-morte”.

Por isso, aquele que não sabe o que vai acontecer depois que morrer, não sabe do único futuro certo para toda a humanidade. Esta situação é semelhante a de um piloto que voa num avião que não sabe o seu aeroporto de destino. 

O nascimento é o começo da jornada pela vida. O que acontece se o destino é desconhecido? 

Se o futuro está obscuro, o presente escurece. A insegurança do presente é causada pela incerteza do futuro. A ansiedade sobre o que existe além da morte é inseparável da ansiedade sobre o aqui e agora. É claro, portanto, que será impossível iluminar o presente sem resolver a escuridão (incerteza) em relação ao futuro (pós-morte).

No budismo, a mente ou coração que desconhece o único futuro certo que teremos (pós-morte) é chamado de escuridão da mente ou mente escura. Há mais de 2600 anos, Buda Sakyamuni explicou sobre o caminho para a solução desta escuridão da mente e a consequente conquista da felicidade plena nesta vida. 

Sabedoria, em seu sentido mais profundo, não significa ter muitos conhecimentos, como está explicado nos dicionários. Sabedoria, com “S” maiúsculo, é saber sobre a questão mais importante da vida. 

Mesmo que não consiga ler nem escrever, o verdadeiro sábio tem pleno conhecimento e a certeza sobre o que acontecerá no seu futuro (pós-morte). Para esta pessoa, desde já, no momento presente, a insegurança em relação à morte, que é o maior medo e sofrimento do ser humano, deixa de existir. E quando a morte chegar – seja quando for –, o futuro estará totalmente claro, garantindo a plena segurança e satisfação de que a felicidade de agora não será destruída, mesmo perante à finitude desta vida.  

Leia e saiba mais sobre este importante tema para a vida no livro “Porque vivemos” e nos artigos abaixo.

Dúvidas, perguntas e comentários podem ser enviadas para Mauro Nakamura, pelos seguintes meios:

Mauro Nakamura
Professor de filosofia budista, autor, editor de conteúdo e presidente da ITIMAN. Diretor internacional da Ichimannendo Publishing Co. Ltd. - Tóquio, Japão.

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