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É comum pensarmos: “Não tenho tempo para estudar e aprender algo novo”. Por sua vez, a sabedoria popular diz que não devemos desperdiçar um segundo que seja. Portanto, numa vida atribulada como a nossa, é ainda mais necessário otimizar o tempo. 

Neste sentido, a história do norte-americano James Garfield (1831-1881), relatado no livro “A bagagem dos viajantes” (Koichi Kimura), é um exemplo a ser seguido. O pai de Garfield faleceu quando este ainda era criança, e sua família vivia no limiar da pobreza. Em tal situação, estudar era um luxo. No entanto, o jovem estava determinado a ingressar na escola secundária. 

Solicitou uma entrevista com o diretor da instituição e declarou: 

— Gostaria de estudar, mas minha mãe não possui recursos para financiar minha educação. Sei que o que peço é demasiado, mas não poderia me contratar para trabalhar nesta escola? Redirecionarei o salário para cobrir as despesas escolares.

Impressionado, o diretor concordou de imediato. 

Todo dia, às cinco horas da manhã, Garfield iniciava a faxina no interior da escola. Durante o dia, assistia às aulas e, ao final, retomava o serviço até tarde da noite. Era a sua rotina. Nos escassos intervalos que lhe restavam, entregava-se aos estudos. O jovem era certamente o aluno com menos tempo livre da escola. Apesar disso, suas notas eram as mais altas. 

Quando ingressou na universidade, a paixão pelos estudos não esmoreceu: suas notas eram ótimas. No entanto, não conseguia ser o melhor em matemática, ficando atrás de um amigo de internato. 

— Estou empregando todas as minhas forças. Como será que ele consegue se sobressair? — perguntava-se, inquieto. 

Certa noite, quando se preparava para apagar as luzes e deitar, pensou no amigo. Ao aproximar-se do seu quarto, notou que este ainda estava iluminado. 

— Como suspeitava, ele estuda mais que eu. 

Garfield cronometrou o tempo até a luz se apagar. A diferença era de poucos minutos. 

— É isso! É esse o motivo! 

A partir da noite seguinte, passou a apagar a luz alguns minutos após o amigo. Nesse intervalo, estudava. Em pouco tempo, suas notas aumentaram e ele suplantou o outro. 

Graças aos seus esforços, aos 49 anos James Garfield foi empossado como o vigésimo presidente dos Estados Unidos. 

Ao recordar a época de estudante, relatou: 

— As pessoas podem rir e achar que foi exibicionismo a minha intenção de me tornar o melhor em matemática. Mas, para mim, tratava-se de um desafio pessoal, para o meu autodesenvolvimento como ser humano. Investir poucos minutos traz resultados grandiosos. Vi isso acontecer diante dos meus olhos. Com isso, descobri o segredo para ter êxito em qualquer área: por menor que seja o tempo, aproveite-o ao máximo, sem desperdiçá-lo. 

Da mesma forma que podemos utilizar o mínimo de tempo para estudar e aprender, por outro lado, também precisamos planear e aproveitar o nosso tempo para descansar e recuperar as energias para ter as melhores condições para continuar o processo de aprendizagem, crescimento e desenvolvimento.

Otimizar o tempo não significa ter todo o tempo preenchido apenas com atividades e compromissos. Precisamos, antes de tudo, saber claramente onde queremos chegar (propósito da vida – questão “por que viver?”), pensar como iremos utilizar o tempo de cada dia (meios de vida – questão “como vivemos?”) e planear cada momento da vida não apenas no âmbito profissional, financeiro e material, mas também no pessoal, emocional, familiar e social. 

Assim como a nossa saúde física e mental, a família, os amigos, os recursos financeiros e materiais são importantes meios para a nossa vida, o tempo é um recurso vital importantíssimo e escasso, que não pode ser desperdiçado. 

Quanto maior é a consciência do propósito da vida, da razão de estarmos a viver, maior também será o valor que daremos ao nosso tempo e a todos os demais meios de vida essenciais, como a saúde, o dinheiro e o trabalho. Tudo que existe fará sentido e o seu valor ficará evidente.  

Leia mais nos artigos abaixo: “Gente ocupada tem mais tempo” e “Objetivo da vida e meios de vida”.

Dúvidas, perguntas e comentários podem ser enviadas para Mauro Nakamura, pelos seguintes meios:

Mauro Nakamura
Professor de filosofia budista, autor, editor de conteúdo e presidente da ITIMAN. Diretor internacional da Ichimannendo Publishing Co. Ltd. - Tóquio, Japão.

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