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As pessoas desejam estar no “aqui e agora”, com “foco e atenção plena” no presente momento, pois acreditam que assim poderão ter paz interior e ser plenamente felizes. Este pensamento não é errado, mas está incompleto. 

Quando nos esforçamos para estar no “aqui e agora” e com “foco e atenção plena”, o objeto de trabalho e apoio da nossa mente (ou coração) para se acalmar, ter equilíbrio e poder focar no presente para ter atenção plena é a nossa própria mente. 

No entanto, a nossa mente ou o coração estão em constante mudança, ininterruptamente. Às vezes, a mente ilumina-se e nos sentimos felizes, outras escurece de súbito e temos preocupações e angústias. Qualquer pessoa é assim. Temos altos e baixos. A filosofia budista explica que tudo neste mundo está em constante transformação e que não há algo mais inconstante do que a nossa própria mente. 

Por mais que seja possível conseguir um “equilíbrio mental”, gerir os nossos sentimentos e estar presente no aqui e agora, com atenção plena, isto será sempre temporário e momentâneo. Por isso, sempre teremos de nos esforçar para viver no momento presente. Este esforço é benéfico e necessário, mas não é suficiente. 

Sempre restará a questão: até quando teremos de nos esforçar dessa maneira? Ou melhor, até quando “poderemos” nos esforçar para estar e viver no momento presente?

A vida humana é finita e tem um propósito claro e inegável: obter uma felicidade plena e duradoura, enquanto estamos saudáveis e vivos. Enquanto estivermos a nos apoiar em coisas inconstantes, como a nossa mente, conseguiremos apenas felicidades e alívios momentâneos.

Somente quando concluirmos o propósito da vida (saber corretamente da causa básica do sofrimento humano, solucionar/eliminar esta causa e obter a felicidade plena e imutável nesta vida), poderemos viver todos os dias genuinamente no momento presente, em plenitude. 

Esta felicidade plena independe de “ter ou não ter” (bens materiais, sofrimentos cotidianos ou paixões mundanas como desejo, raiva e inveja) ou de “ser ou não ser” (equilibrado, calmo, autoconfiante, por exemplo), sendo por isso, possível para qualquer pessoa, exatamente como somos.

A filosofia budista explica sobre o caminho até a conclusão do propósito da vida e a conquista da verdadeira felicidade plena e duradoura. O início da introdução desta explicação faz parte do conteúdo do curso online Por que vivemos?, destinado principalmente aos leitores do livro Porque vivemos (1ª edição – Nascente Editora / 2ª edição – Farol Editora).

Saiba mais sobre o curso online Por que vivemos? e leia 28 páginas do livro pelo link abaixo.

Dúvidas, perguntas e comentários podem ser enviadas para Mauro Nakamura, pelos seguintes meios:

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Professor de filosofia budista, autor, diretor de conteúdo e presidente da ITIMAN. Diretor internacional da Ichimannendo Publishing Co. Ltd. - Tóquio, Japão.

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