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Quando estamos na véspera de uma data que aguardamos com muita expetativa, por exemplo, uma viagem de sonho ou um passeio com a pessoa amada, mesmo na véspera sentimos uma ansiedade saudável sobre o futuro que está por vir, que nos proporciona felicidade. 

Isto acontece porque a expetativa de um futuro feliz nos proporciona uma felicidade no presente. Assim é a relação prática e real que existe entre o nosso futuro, que ainda não chegou, e o momento presente, que estamos a viver agora, neste momento. 

Mas o que acontece quando o futuro da pessoa é sombrio? O presente também se torna sombrio. Se o nosso futuro está incerto, sentimos desde já esta insegurança no presente momento. 

A filosofia budista ensina que a causa de todo o sofrimento humano está unicamente na insegurança e ansiedade existente em todos os seres humanos no presente momento, geradas pela incerteza em relação ao pós-morte, futuro que com certeza virá para todas as pessoas, sem exceção. 

Por esta razão, se queremos realmente solucionar a ansiedade e o sofrimento que sentimos atualmente, em primeiro lugar, temos de olhar claramente para a questão do futuro (morte e pós-morte) e, não apenas gerir, aliviar e reduzir momentaneamente esta insegurança, com técnicas e terapias orientais, tratamentos de controlo da ansiedade, filosofias de vida, práticas integrativas ou complementares, que podem ser importantes para viver um dia de cada vez e sobreviver, mas que efetivamente não solucionam o problema em definitivo. 

Somente quando a incerteza e a ansiedade em relação ao pós-morte for definitivamente solucionada, poderemos viver todos os dias em pleno, com uma felicidade genuinamente duradoura. 

«Focar-se no presente», «viver cada momento», «viver um dia de cada vez» é necessário e muito importante, mas sem considerar, de verdade e sinceramenre, o futuro que virá para toda a humanidade (morte e pós-morte), isto torna-se num modo de vida «cego» e desprovido de sabedoria, que leva ao sentimento de um vazio interior e constante necessidade de preenchimento com as nossas atividades quotidianas, como hobbies, um trabalho que nos dê satisfação, práticas integrativas ou terapias complementares para uma vida mais completa, justamente por estes não serem capazes de solucionar de vez, mas de apenas gerir e amenizar temporariamente esta insegurança e ansiedade em relação ao futuro (morte e pós-morte), que todos nós temos. 

Há 2600 anos, Buda Shakyamuni explicou a natureza do ser humano e da vida, sem distorções, com base no princípio universal da causalidade (causa e consequência) indicando um caminho para a solução completa e definitiva para a causa básica do sofrimento humano, nesta vida. 

Para saber mais sobre este tema e compreender com maior profundidade, leia os livros PORQUE VIVEMOS (de Kentetsu Takamori) e CAUSA E CONSEQUÊNCIA (de Mauro M. Nakamura), publicados em Portugal pela Farol / Penguin Random House) e acompanhe os artigos, cursos, palestras e eventos da ITIMAN.

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Professor de filosofia budista, cultura japonesa e pensamento nipónico, autor, diretor de conteúdo e presidente da ITIMAN. Diretor internacional da Ichimannendo Publishing Co. Ltd. - Tóquio, Japão.

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