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Todas as pessoas vivem em busca da felicidade e não há ninguém que queira ser infeliz. Quando escolhemos um trabalho, optamos por aquele que possa satisfazer-nos. No casamento, ocorre o mesmo. Escolhemos uma pessoa que acreditamos que nos fará feliz.

Mas, infelizmente, nem tudo acontece da forma que desejamos na nossa vida. Afinal, o que determina a nossa felicidade ou infelicidade?

Buda Shakyamuni ensinou que o nosso destino é determinado pelo Princípio da Causalidade (causa e consequência). Esse princípio pode ser sintetizado na frase “quem planta, colhe”.

Quando um estudante desleixado nos estudos, que divertiu se apenas e não estudou é reprovado, consideramos que ele colheu o que plantou. Dessa forma, quando as coisas não vão bem, quando algo ruim acontece connosco e refletimos sobre a causa, descobriremos que tudo que nos acontece é fruto dos nossos próprios atos.

Mas o verdadeiro significado da expressão “cada um colhe o que planta” não refere se apenas aos acontecimentos ruins, mas também às boas consequências.

O ato de “plantar” é equivalente a “agir”. Ao “plantar” praticamos uma ação.  É o que denomina se de “carma” no budismo. Portanto, “cada um colhe o que planta” significa que recebemos as consequências de todos os nossos atos, bons ou ruins, por menores que sejam.

Se nos empenharmos nos estudos, teremos um bom desempenho na prova. Se pararmos de fumar e melhorarmos nossos hábitos alimentares, ficaremos mais saudáveis. Tudo isso é resultado das nossas próprias ações.

Buda Shakyamuni ensinou que as nossas próprias ações determinam a nossa felicidade ou infelicidade. Mas ele não foi o único a dizer isso.

Há um antigo provérbio japonês que diz: “o ser humano trai o esforço, mas o esforço não o trai”. Ou seja, o resultado do seu esforço pertence unicamente a você, pois ninguém poderá colher os frutos dos esforços de outra pessoa.

Quando as coisas não acontecem conforme planejamos, passamos por sofrimentos e pensamos “por que isso só acontece comigo?”. Temos vontade de jogar tudo para o alto, pois todo o esforço parece ser em vão. No entanto, todos os atos, com certeza, retornarão para nós mesmos. Por isso, se acreditarmos nas nossas ações e nos esforçarmos, certamente os caminhos vão se abrir diante de nós.

Quando nos sentimos inseguros a respeito do nosso destino, devemos sempre nos guiar pelo Princípio da Causalidade.

Partilhamos um vídeo muito didático sobre o Princípio da Causalidade.

Dúvidas, perguntas e comentários podem ser enviadas para Mauro Nakamura, pelos seguintes meios:

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Professor de filosofia budista, autor, diretor de conteúdo e presidente da ITIMAN. Diretor internacional da Ichimannendo Publishing Co. Ltd. - Tóquio, Japão.

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