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Foto – Casamento

Todas as pessoas vivem em busca da felicidade. Não há ninguém que queira ser infeliz. Quando escolhemos um trabalho, optamos por aquele que possa nos satisfazer. No casamento, ocorre o mesmo. Escolhemos um(a) parceiro(a) que nos faça feliz. 

No entanto, nem tudo acontece da forma que queremos na nossa vida.

Afinal, o que determina a nossa felicidade ou infelicidade? 

A filosofia budista explica que o nosso destino acontece de acordo com o Princípio da Causalidade (relação entre causa e consequência, ou causa e efeito). Este princípio pode ser sintetizado na frase “cada um colhe o que planta”. 

Quando um estudante desinteressado nos estudos, que só se divertiu e não estudou é reprovado, consideramos que ele colheu o que plantou. Se exageramos na bebida, ficaremos embriagados. Dessa forma, quando as coisas não dão certo, quando algo ruim acontece connosco e refletimos sobre a causa, descobrimos que tudo que acontece na vida é fruto dos nossos próprios atos. 

No entanto, o verdadeiro significado da expressão “cada um colhe o que planta” não se refere apenas aos acontecimentos ruins, mas também se aplica às boas consequências e momentos felizes que vivemos.

O ato de “plantar” equivale à nossa ação. É o que denominamos de carma, na filosofia budista. Portanto, “cada um colhe o que planta” significa que recebemos as consequências de nossos próprios atos. 

Se nos empenharmos nos estudos, teremos um bom desempenho na prova. Se pararmos de fumar e melhorarmos nossos hábitos alimentares, ficaremos mais saudáveis. Ou seja, tudo é resultado das nossas próprias ações. Buda Sakyamuni ensina que são as nossas ações que determinam a nossa felicidade ou infelicidade. 

Quando as coisas não acontecem conforme planeamos, passamos por sofrimentos e pensamos “por que isso só acontece comigo?”. Temos vontade de jogar tudo para o alto, pois o esforço que fizemos parece ter sido em vão. 

Porém, todas as ações e esforços realizados, com certeza, retornarão para nós mesmos. Por isso, se acreditarmos nas nossas ações e nos esforçarmos com perseverança, certamente os caminhos irão se abrir diante de nós.

Quando nos sentimos inseguros a respeito do nosso futuro, devemos nos guiar pelo Princípio da Causalidade e nos esforçar ao máximo para praticar boas ações, sempre.

Leia também o artigo “Por que isso aconteceu comigo? Por que sou assim?” e entenda mais sobre o Princípio da Causalidade.

Dúvidas, perguntas e comentários podem ser enviadas para Mauro Nakamura, pelos seguintes meios:

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Professor de filosofia budista, autor, editor de conteúdo e presidente da ITIMAN. Diretor internacional da Ichimannendo Publishing Co. Ltd. - Tóquio, Japão.

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