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Quem nunca ouviu e desejou um feliz ano novo a alguém? A passagem do ano é um ritual que vem sendo praticado há gerações e que nunca é esquecido. Mesmo em meio a pandemias e guerras, o novo ano sempre é motivo de esperança para uma vida melhor.

Essa comemoração surgiu na antiguidade, quando o inverno acabava e a primavera começava, ou seja, o fim de um período difícil quando nada cresce, para a estação da fartura. No Império romano, esse era o momento de cultuar o deus Jano, deus das mudanças e transições. No século XVI, quando a data é oficializada pela igreja católica, “Janeiro” passa a ser o nome do primeiro mês do ano, em homenagem ao deus romano. Mas apesar de ser uma tradição católica de origem Romana, pessoas do mundo todo se reúnem nesta mesma data, mesmo em países não-católicos ou em países do hemisfério sul, onde em Janeiro é verão. O espírito de esperança por um futuro melhor é universal. 

Entretanto, imagine que um alienígena pousa na Terra em pleno Réveillon, em todos os lugares que ele visita as pessoas são tomadas por um sentimento de alegria, amor ao próximo, perdão e esperança. Ao acessar o Google, o nosso amigo Alien descobre que fazemos isso há milhares de anos, todos os anos, sem falta. Ele então pensa que somos os seres mais felizes da galáxia! 

Mas o que ele pensaria se chegasse aqui em qualquer outro dia? 

No primeiro dia do ano desejamos felicidades aos familiares, aos amigos, colegas de trabalho, ao porteiro do prédio, à caixa do mercado … Mas afinal, nós sabemos o que é a felicidade? Muitos entendem essa pergunta como: “Do que nós precisamos?” 

Para a maioria de nós, o fato de ser inverno ou primavera não vai determinar se vamos passar fome ou não. Nós já desenvolvemos tecnologias voltadas à agricultura que permitem cultivar praticamente qualquer alimento em qualquer lugar, em qualquer época do ano. Dominamos técnicas de armazenamento de alimentos, a genética das plantas e animais para atender a todas as nossas necessidades. 

Chegamos a um nível que aqueles camponeses romanos que cultuavam a chegada da primavera não acreditariam. O avanço da tecnologia não melhorou só a nossa capacidade de produzir alimentos, hoje podemos conhecer o mundo todo pelos mais diversos meios de transporte, podemos tratar ou até curar doenças que antigamente eram mortais, construímos estruturas faraônicas em meses e somos capazes de compartilhar cada segundo das nossas vidas com todas as pessoas do mundo pelas redes sociais. 

Quando pensamos que não precisamos de mais nada, “criamos” novas necessidades. Hoje, queremos comprar roupas diferentes das que eram usadas na década passada, desejamos o modelo novo de telemóvel, do carro do ano … O céu é o limite. 

Mas vamos pensar de forma prática. Todos sabem, mas poucos refletem sobre a felicidade ilusória promovida pelas redes sociais. Aplicações como Facebook e Instagram mostram sempre pessoas muito “bem de vida”, viajando para lugares bonitos e comendo comidas caras, mas será que elas são felizes de facto? 

Segundo a OMS, cerca de 700 milhões de pessoas no mundo têm algum tipo de doença neurológica como a ansiedade e depressão e aproximadamente 800 mil pessoas se suicidam no mundo por ano. Muitas dessas pessoas têm boa condição financeira, e esse número só cresce. 

Tudo nos leva a pensar que talvez estejamos tentando solucionar os nossos problemas de forma errada. Quando um marceneiro tenta fazer uma cadeira e falha, ele tenta fazê-la com outra madeira.  Se falha novamente, ele tenta usando madeira de outra espécie de árvore. Se ainda assim ele falha, ele precisa rever a sua técnica, pois o problema não está na madeira, e sim em como ele a usa. 

Há milhares de anos o homem tem em suas mãos a capacidade cognitiva que nenhum outro animal tem, mas mesmo assim ele ainda não aprendeu a usá-la. Quando a ciência descobre uma forma incrível de produzir energia ilimitada, ele a usa como bomba. Quando inventa uma máquina capaz de fazê-lo voar, ele a usa para jogar essa bomba em si mesmo. 

Com certeza, podemos alcançar uma felicidade muito além da que vemos nas redes sociais e da que sentimos na passagem para o novo ano. Com sabedoria, somos capazes de utilizar tudo de bom que a humanidade já produziu até hoje para a nossa e a felicidade das pessoas, e viver plenamente.

No livro Porque vivemos, o autor e professor de budismo Kentestu Takamori indica um caminho para a felicidade plena e a resposta para questão fulcral da vida e do ser humano.

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