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O seguinte episódio proporciona uma reflexão positiva e construtiva sobre a educação das crianças. 

Numa certa cidade japonesa, as crianças até aos seis anos podiam viajar gratuitamente no comboio. Um dia, uma jovem mãe embarcou com a sua filhinha de sete anos. Uma senhora sentada à frente das duas perguntou: “Ah, que linda menina. Quantos anos tens, querida?”. 

A menina virou-se para a mãe e perguntou: “Mãe, quantos anos eu digo que tenho? Os que eu tenho em casa ou os que eu tenho quando andamos de comboio?”

A mãe ficou vermelha. Ao ensinar a filha a mentir para economizar uma simples viagem de comboio, ela estava a prejudicar uma alma inocente. (história narrada pelo professor Kentetsu Takamori, autor do livro “Porque vivemos”)

Não faz sentido uma mãe caranguejo dizer para os seus filhos andarem para a frente quando ela própria anda de lado. 

Se a agulha não costura a direito, a linha fica toda torta. 

A educação escolar exerce grande influência na formação do carácter humano, mas, acima de tudo, é importante a educação recebida em casa, ou seja, aquela que vem das atitudes e do caráter dos pais.

O comportamento das crianças reflete a imagem dos pais, para o bem ou para o mal. Por mais pobres que sejam os pais, eles devem erguer-se acima das adversidades e viver com honestidade e coragem. Devem fazê-lo tanto para si mesmos, como para o bem dos seus preciosos filhos.

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Professor de filosofia budista, cultura japonesa e pensamento nipónico, autor, diretor de conteúdo e presidente da ITIMAN. Diretor internacional da Ichimannendo Publishing Co. Ltd. - Tóquio, Japão.

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