Blog

  • Home
tiger-4429338_1920

A satisfação de conquistar a maior parte dos objetivos que temos na vida infelizmente dura pouco, logo perde a intensidade e se transforma em lembrança. No entanto, a felicidade de realizar o propósito da vida é absolutamente diferente e nunca deixa de existir.

A alegria de ter realizado um sonho dura apenas por um determinado tempo e rapidamente nos vemos de volta ao ponto de partida e pensamos: “Desta vez, as coisas serão diferentes” e nos esforçamos novamente para conseguir uma felicidade maior do já conquistamos até o momento.

Nenhuma conquista que com o passar do tempo é reduzida a mera lembrança e que precisa ser substituída por outra felicidade pode ser considerada como o verdadeiro propósito de vida. 

Entretanto, são muitas as pessoas que perdem as esperanças e se conformam, convencidas de que nesta vida a felicidade duradoura é impossível de obter. Mas terá realmente sentido viver se existirem apenas felicidades momentâneas, que proporcionam somente uma sensação passageira de satisfação? 

Quando temos um sofrimento na vida e procuramos uma solução para eliminá-lo, sentir um alívio e depois uma felicidade, adotamos uma atitude semelhante de quando estamos com sede e tomamos uma bebida refrescante. De imediato, experimentamos uma explosão de prazer. Mas esta sensação é efêmera. Ao tomar um gole, depois outro, e outro, a sede é aliviada gradualmente e o prazer declina na mesma proporção.

O que vivenciamos, na verdade, é a satisfação do processo de diminuir a sede. Na ausência total de sede, tomar uma bebida se transformará numa experiência dolorosa. Por isso, podemos dizer que o fim da insatisfação também é o começo da dor. Este fenómeno, conhecido como “lei da utilidade marginal decrescente” (explicado no livro “Porque vivemos”), pode ser observado em todo tipo de situação. 

Please wait while flipbook is loading. For more related info, FAQs and issues please refer to DearFlip WordPress Flipbook Plugin Help documentation.

A excitação de um encontro, assim como a de um novo trabalho se esgota inevitavelmente com a repetição. A sensação agradável obtida com a satisfação de um desejo pode gerar uma intensa euforia, mas está condenada a desaparecer. 

Por isso, viver somente para conquistar e manter felicidades efêmeras, embora sejam importantes para uma vida cotidiana agradável e feliz, não proporciona a verdadeira felicidade de que valeu a pena ter nascido como ser humano e a sincera gratidão por estar vivo neste momento.

Quando se conquista o propósito da vida, todo o sofrimento é recompensado e cada lágrima derramada volta para nós como uma pérola. Esta, sim, é a genuína felicidade plena que todos nós queremos, o propósito da vida humana.

Leia mais sobre a questão fulcral da vida e do ser humano no artigo “Afinal, porque vivemos?”.

Dúvidas, perguntas e comentários podem ser enviadas para Mauro Nakamura, pelos seguintes meios:

Mauro Nakamura
Professor de filosofia budista, autor, editor de conteúdo e presidente da ITIMAN. Diretor internacional da Ichimannendo Publishing Co. Ltd. - Tóquio, Japão.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *