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Um casal jovem começou a discutir e a mulher pôs-se a chorar. Disse que ia voltar para a casa dos pais. Quando estava a arrumar as malas, o marido atirou algumas notas para o chão.

«É para o bilhete», explicou ele. A mulher apanhou o dinheiro e contou-o.
«Isto só dá para um bilhete de ida», retrucou a esposa.

Diz o ditado: «entre marido e mulher, não se mete a colher.»

(Livro “Sementes do Coração”, de Kentetsu Takamori)

Histórias como esta podem ser cómicas, mas há um outro lado mais sério, a partir do qual podemos e devemos refletir sobre as nossas ações verbais e suas influências, inclusive sobre as pessoas mais próximas, como nossos familiares e amigos.

Algumas vezes, falamos sem pensar muito e depois nos arrependemos. Seja porque dizemos coisas que na verdade não sentimos ou por falar algo que deixou alguém triste.

A filosofia budista ensina que a palavra é uma ação oral, e tem uma força muito grande, tanto para o bem como para o mal. Por isso, nunca é demais parar e pensar bem antes de falar, pois as palavras colocadas para fora da boca não podem ser engolidas de volta e simplesmente apagadas.

Aquele que disse algo ofensivo pode até não se lembrar, mas a pessoa que ouviu jamais esquecerá.

Outros contos baseados na filosofia budista, que ensinam valores humanos importantes para as crianças e jovens, são apresentados no livro “De mãos dadas no caminho – Os laços entre pais e filhos”, de Koichi Kimura.

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Mauro Nakamura
Professor de filosofia budista, autor, editor de conteúdo e presidente da ITIMAN. Diretor internacional da Ichimannendo Publishing Co. Ltd. - Tóquio, Japão.

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