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Quantas vezes já nos perguntamos desta maneira e ficamos sem resposta?

As pessoas estão sempre se surpreendendo com os acontecimentos da vida, entretanto, permanecem absolutamente alheias às sementes que plantaram no passado. 

Ao ouvir a palavra “passado”, algumas pessoas podem pensar que isso significa vidas passadas. Este pensamento não é incorreto, mas está incompleto. Quando falamos em ações praticadas no passado, também estamos a falar nas ações que fizemos no ano passado, no mês passado, na semana passada, ontem ou, até mesmo, no minuto anterior que acabamos de viver. 

Quando as coisas não acontecem como esperamos, há pessoas que logo pensam que “isso já estava definido desde o meu nascimento”, ou que “é obra do destino”. Ao responsabilizar o “destino”, buscamos uma via de alívio ao nosso sofrimento e deixamos de pensar e investigar as causas desse acontecimento.

Mas será que realmente esses infortúnios já estavam definidos desde antes do nosso nascimento, sendo resultado do “destino”? Mas se realmente o nosso destino estiver definido desde o nascimento, jamais seremos capazes de sair de uma situação desfavorável.

Outro dia, recebi um e-mail de uma amiga com o seguinte conteúdo. 

“Ultimamente tenho tido problemas no trabalho e, por isso, estou pensando seriamente em mudar de emprego. Não sei o que acontece comigo, mas nunca as coisas acontecem conforme o planeado”. 

Querendo ajudar, resolvi ouvir os detalhes por telefone e descobri que ela cometia muitos erros ao desempenhar uma tarefa e que quase sempre era advertida pelo chefe. Quando isso acontecia, ela não admitia o erro e mesmo tendo a solidariedade dos colegas, não agradecia pela ajuda. Dessa forma, o ambiente de trabalho foi piorando cada vez mais.

Quando eu toquei no assunto, ela logo se esquivou.

“Infelizmente, como sou assim desde criança, não consigo mudar essa minha característica. Ninguém me entende e, por isso, acho que não há mais espaço para mim na empresa”.

Em outras palavras, ela pensava que tudo era fruto de uma característica pessoal definida desde o nascimento e que mudar isso seria impossível, uma vez que esse era o seu destino.

Nesse momento, eu disse o seguinte: “Entendo a sua situação, mas pense um pouco. Se todos os seus problemas de trabalho e de relacionamento forem obra do destino, isso significa que você terá de continuar sofrendo dessa forma pelo resto da vida.”

“É verdade… Mas eu não quero viver assim.”, ela respondeu.

“Não é mesmo? Mas, quem definiu esse destino que você está vivendo? ”

“Pois é … Acho que eu mesma.”

Ao perceber que o pensamento dela começava a mudar, perguntei: “Sua personalidade é algo que vem de berço, impossível de se mudar?”

“Não. Pensando bem, acho que se eu me esforçar, consigo mudar”.

Tentei explicar melhor: “É isso mesmo. A personalidade de cada um não é algo criado pelo destino. Se refletirmos sobre as nossas atitudes e erros, podemos melhorar e mudar o nosso destino. Que tal pensar dessa maneira?”

“Realmente. Enquanto culparmos o destino, pensando que não há como melhorar, jamais poderemos mudar”, disse a minha amiga, já mais animada e com um pensamento positivo. 

Pensei comigo. Quando as coisas dão errado e, por isso, sofremos, também temos a tendência de nos conformar com a nossa personalidade ou situação atual, e culpar o destino. 

A filosofia budista ensina que não há nada predeterminado em nosso futuro e que podemos mudar o nosso destino a qualquer momento, a partir das nossas ações mentais, orais e físicas.

Afinal, como o nosso destino é definido? Ou melhor, como podemos construir um futuro feliz? 

Saiba mais sobre este tema no artigo e vídeo abaixo.

Mauro Nakamura
Professor de filosofia budista, autor, editor de conteúdo e presidente da ITIMAN. Diretor internacional da Ichimannendo Publishing Co. Ltd. - Tóquio, Japão.

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