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Quando as opiniões divergem é muito difícil existir a concessão mútua. No entanto, se as divergências permanecerem, ambas as partes terão prejuízo. Todos serão perdedores.

Nessas situações, aquele que cede primeiro é o mais feliz e, portanto, o verdadeiro vencedor. Mas como será possível uma desavença, que pode até ser manchada de sangue, transformar-se em conciliação e, depois, evoluir para uma amizade?

Isso só é possível a partir da existência de um propósito comum, presente em todas as nações, empresas, famílias e relações interpessoais.

Em qualquer tipo de relacionamento, seja individual ou coletivo, sempre deve haver um objetivo comum mediando as partes. Caso este inexista ou seja esquecido, cada qual passará a pensar apenas em si próprio e a priorizar o que lhe for conveniente, e isso suscitará conflitos.

Quando deixamos de lado o egoísmo, nos colocamos no lugar do outro e consideramos a felicidade alheia, também nos tornamos felizes. Até uma guerra pode ser evitada.

Não presuma ser o “perdedor” (aquele que cede) um fraco, pois apenas os fortes suportam a “derrota” (ceder em prol do outro). Se conseguirmos pensar e agir assim, com certeza, o mundo terá menos conflitos, brigas e guerras, e todos terão menos sofrimentos e serão mais felizes, o propósito comum de toda a humanidade.

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Professor de filosofia budista, cultura japonesa e pensamento nipónico, autor, diretor de conteúdo e presidente da ITIMAN. Diretor internacional da Ichimannendo Publishing Co. Ltd. - Tóquio, Japão.

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