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gratidão

Desde tempos remotos, no Japão ensina-se que o valor de uma pessoa não é definido pelo que ela veste ou pelo que ela diz. Nem pelo dinheiro e posses que ela possui, ou pelo conhecimento que ela adquiriu até hoje. 

O real valor de um ser humano é definido pela gratidão que ele sente e se esforça em retribuir.

Mas para sentir e retribuir a gratidão é necessário antes, reconhecer que recebemos ajuda e auxílio de várias pessoas que estão ao nosso redor.

O Prof. Kentetsu Takamori escreveu em um de seus livros que “cada um se considera o mais esforçado. Quem pensa assim enfurece-se, incapaz de ver a realidade e de refletir: << eu sou o mais mandrião de todos. Os outros é que se esforçam ao máximo.>> Se conseguisse pensar dessa forma, sentiria gratidão e diria com toda sinceridade: <<OBRIGADO.>>

A gratidão pode ser praticada de três formas e na seguinte sequência:

  • Reconhecer a gratidão (que recebemos ajuda alheia)
  • Sentir a gratidão
  • Retribuir a gratidão

Sem reconhecer, não há como sentir a gratidão. Sem sentir a gratidão, jamais surgirá qualquer esforço ou ação no sentido de retribuir.

Há um conto inspirador, que nos mostra como podemos praticar a gratidão.

O leão, rei da floresta, estava cochilando depois de uma pesada refeição. Ao esticar uma pata, pegou um ratinho. O ratinho gritou, desesperado: “Ó, poderoso rei leão, deixe-me ir embora. Se me poupar agora, nunca esquecerei sua bondade e, no momento de necessidade, com certeza vou poder retribuir”.

O leão riu alto.“Não acho que algum dia eu vá precisar da ajuda de alguém como você”, disse ele. “Estou de barriga bem cheia agora, então vou poupar sua vida. Vá!”, disse ele, e soltou um poderoso rugido.

O rato agradeceu muitas vezes e foi embora.

Momentos depois, o leão estava vagando pela floresta e caiu numa grande armadilha. Suas patas e o pescoço ficaram presos numa rede e, quanto mais ele se sacudia, mais as cordas o apertavam. Em pouco tempo, mal conseguia respirar.

O rato cuja vida ele havia poupado ouviu o que estava acontecendo e veio correndo ajudar: “Ó, grande rei”, disse ele, “vou salvar sua vida agora”. E, roendo as cordas, libertou o leão.

As pessoas ou as coisas não devem ser medidas pelo tamanho, pois mesmo um ratinho é capaz de ajudar um leão poderoso.

Durante a vida recebemos favores de muitas pessoas e devemos reconhecer os gestos de generosidade, que podem chegar a qualquer momento. Devemos agir sempre com bondade e sentir compaixão por todas as coisas e pessoas.

Só assim poderemos cultivar a verdadeira e duradoura felicidade, para que um dia ela possa florescer com toda a sua grandiosidade em nossos corações.

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Mauro Nakamura
Professor de filosofia budista, autor, editor de conteúdo e presidente da ITIMAN. Diretor internacional da Ichimannendo Publishing Co. Ltd. - Tóquio, Japão.

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