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A presunção é um sentimento humano natural e que todos nós temos. É aquela sensação de superioridade em relação às pessoas, por algum motivo. Também chamada de arrogância ou soberba, é uma das paixões mundanas (deste mundo) que constituem o ser humano. Por ser assim, não conseguimos reduzir, nem eliminar até a morte.

Segundo a filosofia budista, existem sete tipos de presunções em toda pessoa, seja homem ou mulher, culta ou não, rica ou pobre, onde quer que se viva ou o idioma falado. Em todos esses sete tipos de presunções, o sentimento de julgar-se superior aos outros é uma constante.

O senso comum leva-nos a pensar que isto é negativo e que deve ser evitado. Mas será que sempre deve ser assim? Sim, na maior parte dos casos.

Mas é possível, também, direcioná-lo para o bem. Neste ponto, a filosofia budista tem muito a contribuir para que seja possível reverter o problema em solução, o sofrimento em alegria. Sim, é possível transformar a presunção em autoconfiança e autoestima, valores humanos necessários para a construção de uma vida equilibrada e feliz.

O sentimento de superioridade torna-se maléfico quando o direcionamos para as outras pessoas. Isso faz com que, com a nossa mente, intencionalmente ou mesmo inconscientemente, julguemos e coloquemos essas pessoas abaixo de nós, surgindo então pensamentos e atos condenáveis como a indiferença, o desprezo, o desrespeito e a discriminação, podendo desencadear o ódio e diversas formas de violência.

Quando direcionamos o sentimento de superioridade para a nossa pessoa, esse mesmo sentimento transforma-se em consciência de que somos capazes, que é a autoconfiança e a autoestima. Em qualquer ser humano que adquira esta consciência, naturalmente surgirá a vontade e a força de querer fazer o bem e ajudar as pessoas a partir desta capacidade que a torna privilegiada em relação às demais.

Este é o caminho indicado pela filosofia budista: fazer da felicidade das pessoas, a nossa própria felicidade. Proporcionar bem-estar e alegria às pessoas a partir das capacidades e habilidades que possuímos e, desta forma, fazer os outros felizes e, ao mesmo tempo, ser feliz.

Vamos praticar, todos os dias!!

Uma explicação mais profunda sobre a presunção pode ser lida no capítulo 13 da parte 2, do livro “Porque vivemos”.

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Mauro Nakamura
Professor de filosofia budista, autor, editor de conteúdo e presidente da ITIMAN. Diretor internacional da Ichimannendo Publishing Co. Ltd. - Tóquio, Japão.

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