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Apenas viver e repetir simplesmente o ciclo de comer, dormir e levantar, sem conhecer a alegria e a felicidade duradoura, é como correr sem saber que direção seguir. Para algumas pessoas, o propósito da vida é simplesmente viver. Esta visão valoriza e considera que o importante é perseverar, ultrapassar as dificuldades e seguir em frente. 

Muitos podem concordar com este argumento e dizer: «É verdade. Temos de aguentar firmes e continuar a viver. Só se vive uma vez, por isso viver tem um valor incalculável.» Talvez, entre aqueles que questionam se a vida tem sentido ou não, haja alguém que sinta consolo ao ouvir que só o facto de estar vivo já é razão para viver. 

Mas, para quem sofre sem saber porque vive, a resposta «Viver é o propósito da vida» só causa frustração, porque na realidade, não é uma resposta. Basta pensar um pouco. Se perguntar a alguém que gosta de correr «Porque corre?» e a pessoa responder «Para aumentar a minha força», a resposta faria sentido; no entanto, se alguém responder «Corro por correr», ficaria a coçar a cabeça, intrigado. 

Ninguém se consegue esforçar para manter o ritmo numa maratona sem a expetativa ou a alegria de transpor a linha de chegada. Também na vida só os que têm um sentido claro de direção e propósito conseguem manter o rumo com vigor. 

Da mesma forma, a indagação «Porque vivemos?» não pode ser respondida com «Vive-se por viver» — isto seria uma resposta totalmente sem sentido. 

Quando compreendemos o propósito da vida, conquistamos a capacidade de distinguir a felicidade eterna da felicidade passageira, e o propósito verdadeiro da vida dos objetivos temporários (intermediários) e meios de vida. Dessa maneira, todas as atividades — estudar, trabalhar, tratar da saúde — adquirem significado, e a vida enche-se de alegria e satisfação. 

Mesmo em situações em que o indivíduo sofre com uma doença, com uma disputa em família ou com uma derrota, a força de viver leva-o a superar todas as dificuldades a fim de realizar o grande propósito da vida. 

A estrada diante de nós pode ser longa, mas basta seguir a direção correta, e qualquer passo em frente conduz até um pouco mais perto do objetivo final, sem desperdício de energia. Seja qual for a exigência de tempo, de esforço ou de dinheiro que o leve a ealizar o propósito da vida, esta será plenamente compensadora. Nenhuma experiência é perdida ou desperdiçada e a pessoa terá a energia para enfrentar o sofrimento. Mesmo aqueles que se veem envolvidos em ondas sucessivas de sofrimento encontrarão a sua recompensa, no momento em que souberem qual o propósito da vida. 

Quando se conquista o propósito da vida, todo o sofrimento é recompensado: cada lágrima derramada regressa a nós como uma pérola. 

Leia mais sobre este assunto no livro “Porque Vivemos”, de Kentetsu Takamori.

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Professor de filosofia budista, autor, editor de conteúdo e presidente da ITIMAN. Diretor internacional da Ichimannendo Publishing Co. Ltd. - Tóquio, Japão.

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