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Não há nada mais importante do que conhecer a verdadeira natureza de si próprio. “Eu me conheço melhor do que qualquer outra pessoa”, pensamos. No entanto, como sugere o antigo provérbio “Conhece-te a ti mesmo”, parece que o ser humano sabe muito pouco ou quase nada sobre si.

Certo dia, um bando de ladrões deu um banquete em seu esconderijo na montanha. Naturalmente, a sala estava cheia de artigos roubados. No meio dos objetos, havia um cálice de ouro brilhante. Os homens o encheram com bebida e passaram-no entre eles, cada um tomando um gole, até que num certo momento o cálice desapareceu. O líder deu um pulo e um uivo feroz, gritando: “Alguém aqui é um bandido!”.

Dificilmente ele poderia dizer tal coisa caso se lembrasse de sua posição como líder de uma quadrilha.

Uma vez, enquanto Buda Shakyamuni estava descansando à sombra de uma árvore, um grupo de trinta aristocratas e suas esposas estavam fazendo uma festa com vinhos nas proximidades. Um dos membros do grupo, solteiro, levara consigo uma mulher de moral duvidosa que, quando os convidados bêbados adormeceram, aproveitou a oportunidade para fugir com os pertences de todos.

Chocado ao descobrir o que tinha acontecido, o grupo inteiro se espalhou, decidido a encontrá-la. Quando chegaram a Buda, perguntaram-lhe se tinha visto uma mulher suspeita passar. A resposta dele os trouxe prontamente de volta à realidade: “Entendo a situação, mas o que é mais importante: encontrar a mulher ou encontrar a si mesmo?”.

Como se tivessem despertado de uma ilusão, ouviram a explicação de Buda e se tornaram seus discípulos, segundo as escrituras.

São histórias que nos fazem refletir. (Trechos do livro “Porque vivemos”, de Kentetsu Takamori)

O «verdadeiro eu» refere-se à realidade da nossa mente e do coração de cada um, pois nós somos exatamente o que pensamos, considerando até mesmo aqueles pensamentos mais íntimos, que estão no fundo do nosso ser, que não dizemos a ninguém.

O nosso «verdadeiro eu», a verdadeira imagem do ser humano é refletida no espelho ensinado pelo Buda Shakyamuni, o espelho do dharma ou verdade, que representa todo o ensinamento e filosofia budista.

Ouvir e estudar a filosofia budista é olhar para a imagem que se reflete neste espelho do dharma. Para isso, precisamos de estar de olhos bem abertos e atentos (jamais fechados) e ouvir o ensinamento com a máxima atenção e precisão para podermos compreender corretamente e na totalidade.

A explicação sobre o nosso «verdadeiro eu» é um dos conteúdos dos livros PORQUE VIVEMOS e CAUSA E CONSEQUÊNCIA, publicados pela Farol, chancela da Penguin Livros, Penguin Bem-estar.

Vale a pena ler os dois livros e ouvir as explicações mais profundas nos cursos online e eventos da Itiman. Saiba pelo link abaixo.

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Professor de filosofia budista, cultura japonesa e pensamento nipónico, autor, diretor de conteúdo e presidente da ITIMAN. Diretor internacional da Ichimannendo Publishing Co. Ltd. - Tóquio, Japão.

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