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Reconhecer o erro e pedir desculpas podem parecem atitudes de fraqueza ou serem sinónimo de vergonha para muitas pessoas, mas não era, com certeza, para Abraham Lincoln (1809-1865), 16º presidente dos Estados Unidos.

Aos 20 anos, quando Lincoln ainda era um jovem empregado de uma loja, viveu uma situação que nos faz refletir sobre os nossos atos atuais.

Ao contabilizar as vendas do dia, percebeu um excedente de três cêntimos. Porém, longe de querer se apropriar do que não lhe pertencia, remoía o pensamento: “A quem deixei de dar esses três cêntimos e terei causado transtorno?”. 

Rememorando a cadeia de acontecimentos, lembrou-se da mulher que gastara oito dólares em artigos miúdos e acabara pagando oito dólares e três cêntimos. Era evidente a Lincoln que ele cometera um erro na hora de calcular as compras. 

O jovem não se tranquilizava. Então, fechou as portas da loja e saiu correndo. Tinha uma ideia aproximada da localização da casa da mulher. Correu durante mais de uma hora à noite, por um caminho ermo e escuro, até chegar ao seu destino. 

— “Peço desculpas. Errei na soma e cobrei três cêntimos a mais. A responsabilidade é minha. 

— “Mas você veio até aqui por conta de três cêntimos?! Com tamanho caráter, não tenho dúvidas de que logo demonstrará seu real valor.” — comoveu-se a mulher diante da boa fé de Lincoln. As três pequenas moedas de cobre que o jovem lhe estendia pareciam valer mais que um milhão de moedas de ouro. 

Os habitantes da cidade, ao perceberem a índole de Lincoln, começaram a conjecturar: “Alguém tão ético poderia concorrer a um cargo parlamentar”. Aos 25 anos, o jovem foi eleito deputado pelo estado de Illinois. E, trinta anos após o acontecimento na rua escura, Abraham Lincoln foi eleito presidente dos Estados Unidos. Os pequenos gestos de honestidade deram frutos. 

(História do livro “A bagagem dos viajantes”, de Koichi Kimura)

Para ser digno de confiança, é essencial não ser dissimulado nem inventar justificativas. 

Reconhecer os próprios erros e pedir desculpas pode ser doloroso e muito difícil, mas é o caminho mais curto e rápido para adquirir a credibilidade e confiança das pessoas, base de qualquer relacionamento duradouro, saudável e feliz. Vamos praticar!

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Leia também o artigo “Mais do que ontem, hoje. Mais do que hoje, amanhã”.

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Professor de filosofia budista, autor, editor de conteúdo e presidente da ITIMAN. Diretor internacional da Ichimannendo Publishing Co. Ltd. - Tóquio, Japão.

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