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Um homem chegou em casa e encontrou sua mulher parada, segurando na mão erguida um pedaço de pau ameaçador. “Mas o que aconteceu?”, ele perguntou. “Estou furiosa”, ela disse.

“Comprei o seu peixe favorito para o jantar de hoje e ele custou bem caro. Coloquei em cima da bancada e me virei. Assim que dei as costas, aquele gato ladrão saltou, abocanhou o peixe e saiu correndo. Chamei e chamei, mas ele simplesmente olhava para mim e ronronava. Estou tão brava que nem sei o que fazer.”

“Calma, vamos entender o que aconteceu. O gato sabia que era meu peixe favorito? Sabia que custou muito caro?”

“Claro que não. É apenas um gato.”

“O nosso gato é o único que rouba peixe?”

“Não, gatos são todos iguais.”

“Humm… O que dizer de uma mulher que é enganada pelo próprio gato? Você diria que ela é inteligente e esperta, ou o contrário?”

“Tudo bem, já basta. Não vou bater no gato.”

“Não, pelo contrário, vá e bata nele.”


“Mas o gato não tem culpa.”

“Quem tem, então?”

“Eu.”

“Então bata em você mesma.”

Gatos roubam peixe desde o início dos tempos.

(Conto do livro “Um caminho de flores”, de Kentetsu Takamori)

A raiva nos atormenta sempre que achamos que estamos certos.

Quantas vezes escutamos histórias de brigas de rua, ou até mesmo dentro das casas, que se transformam em lutas nas quais alguém fica furioso, desmaia e, às vezes, até morre? A raiva faz o organismo liberar toxinas capazes de destruir a saúde.

Quando o sangue sobe à cabeça num ataque de raiva, podemos dizer e fazer coisas que jamais imaginaríamos. E o resultado é que ficamos sozinhos e perdidos, chorando lágrimas amargas.

Mas, se no momento da raiva, paramos por um segundo para pensar por que estamos furiosos, o que nos deixou tão perturbados, nossa indignação quase sempre se evapora como o orvalho da manhã.

Se você foi atacado injustamente, não há razão para culpar seu atacante.

Ele acabará voltando e pedindo perdão. Ninguém pode contrariar a verdade.

Se você descobrir que está errado, siga o provérbio:“Nunca é tarde demais para mudar”. Tome medidas imediatas para se corrigir, melhore a si próprio.

Defender-se desnecessariamente, mesmo estando errado, e ficar furioso, é o auge da tolice.

O resultado da raiva é apenas um triste vazio. Então, quando ficar zangado, conte até dez; quando alguém ficar zangado, saia de perto. É um antigo, mas sábio pensamento. Vamos praticar!

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Mauro Nakamura
Professor de filosofia budista, autor, editor de conteúdo e presidente da ITIMAN. Diretor internacional da Ichimannendo Publishing Co. Ltd. - Tóquio, Japão.

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