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É o que todos nós, sem exceção e com toda a certeza, desejamos. A expectativa de vida aumentou muito, se comparada com a dos nossos avós, mas vida mais longa não garante a felicidade. Algumas pessoas trabalham arduamente toda a vida pensando no prazer de se deliciar com uma boa comida depois de se aposentarem, mas acabam sofrendo de diabetes e são forçadas a uma dieta restrita.

Outros economizam, planejam viajar livremente pelo mundo e comprar roupas bonitas, porém ficam doentes e com limitações físicas. No final da vida, convivem com lágrimas de dor e arrependimento, sem saber se realmente valeu a pena ter vivido.

É tudo o que queremos evitar e, por isso, lutamos todos os dias para que possamos ter um futuro melhor. Mas o que, e como fazer, se na vida o envelhecimento, a doença e a morte são realidades que inevitavelmente um dia, chegarão até nós?

A filosofia budista responde que, primeiro, precisamos olhar com sinceridade e firmeza a impermanência que se aproxima de nós, a cada momento. Muita gente acha que fazer isto é negativo e pessimista. Mas será verdade?

Se pensarmos num exemplo atual, poderemos entender que não é. E não apenas isso, compreenderemos também que a postura de encarar a inconstância da vida é extremamente positiva e necessária.

Nos dias atuais, mesmo que não haja nenhum sintoma percetível, fazer um teste de Covid-19 é ser pessimista ou ser otimista? Embora possam existir pessoas que não queiram fazer o teste por terem medo de saber do resultado, a melhor e mais sábia opção, com certeza, é fazer o teste e ter clareza sobre o nosso real estado de saúde. Pois, no caso de estarmos inconscientemente infetados, teremos a chance de fazer o tratamento e nos curarmos.

Encarar a inconstância da vida e considerar o envelhecimento, a doença e a morte no planeamento diário das atividades do nosso cotidiano e da nossa vida também é ter pensamento e atitude positiva. É viver o momento presente de maneira verdadeiramente otimista.

Temos de olhar o lado bom da vida sempre, mas sem fechar os olhos para a realidade da vida humana e, principalmente, para si mesmo. Mesmo que isto seja inconveniente ou incómodo, como no caso do teste de Covid-19.

“Existe alguma coisa à qual possamos dedicar nossas vidas sem arrependimentos, além de uma felicidade duradoura sem sombra de traição? Neste mundo em que tudo desmorona, a felicidade que não perece é justamente o desejo comum de todos nós, o propósito das nossas vidas.” (Livro “Porque vivemos”, de Kentetsu Takamori).

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Mauro Nakamura
Professor de filosofia budista, autor, editor de conteúdo e presidente da ITIMAN. Diretor internacional da Ichimannendo Publishing Co. Ltd. - Tóquio, Japão.

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