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No tempo em que Buda Shakyamuni vivia, uma linda mulher se casou e deu à luz um bebê perfeito. Era uma mãe dedicada, mas um dia o menino ficou doente e morreu. Desesperada, ela apertou o corpinho de seu bebê junto ao seio e saiu pela aldeia onde vivia, perguntando se alguém conseguiria trazer seu filho de volta à vida.

Todos os que a viram se comoveram até as lágrimas. Por fim, sem saber o que fazer, indicaram-lhe o lugar onde morava Shakyamuni. Ela foi imediatamente à sua procura e implorou, em prantos, que trouxesse seu filho de volta à vida.

O Buda respondeu com suavidade: “Entendo o que sente. Se quer seu amado filho de volta, faça o que eu digo. Vá e me traga um punhado de sementes de papoila de uma casa onde ainda não tenha morrido ninguém. Assim que fizer isso, trago o seu filho de volta à vida”.

Aliviada, a mulher correu para a cidade. Mas aonde quer que fosse, seu desejo se frustrava. “Meu pai morreu ano passado”, disse uma pessoa. “Perdi meu marido este ano”, disse outra. “Meu filho morreu anteontem”, disse alguém. Todas as casas tinham sementes de papoila, mas nenhuma delas estava livre da morte.

Mesmo assim, a triste mãe não desistiu: continuou correndo loucamente em busca de uma casa onde ninguém houvesse morrido. Por fim, escureceu. Exausta, ela se arrastou de volta ao lugar onde vivia Shakyamuni.

“Não encontrou as sementes de papoila?”, perguntou.

“Não, porque a morte esteve em todas as casas que visitei. Entendi, afinal, que meu filho também morreu.”

“Isso mesmo. Todos morrem. O fato é claro, mas as pessoas não enxergam.”

“É verdade”, disse a mulher. “Eu estava cega. Se não tivesse feito com que eu passasse por isso, nunca teria entendido esta realidade.

(História de Kentetsu Takamori, autor do livro “Porque vivemos”)

Para todo encontro, com certeza, haverá a separação. 

Se há o nascimento, com certeza, haverá a morte.

São verdades que ninguém consegue negar ou contrariar.

Tomar consciência destas verdades e encará-las de frente. Esta postura corajosa e positiva é o alicerce, o ponto de partida para a felicidade plena que tanto buscamos.

Há 2600 anos, a filosofia budista já explicava que encarar a inconstância da vida é o primeiro passo para a conquista da verdadeira felicidade. 

Saiba mais sobre como a filosofia budista explica o ciclo de vida e morte, suas influências na nossa vida quotidiana e como podemos compreender para que possamos caminhar em direção a uma vida verdadeiramente feliz, no Curso Vida e Morte – Duas faces da mesma moeda.

Dúvidas, perguntas e comentários podem ser enviadas para Mauro Nakamura, pelos seguintes meios:

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Professor de filosofia budista, autor, diretor de conteúdo e presidente da ITIMAN. Diretor internacional da Ichimannendo Publishing Co. Ltd. - Tóquio, Japão.

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