Blog

  • Home
aircraft-2795557_1920

Se o nosso nascimento puder ser comparado a uma aeronave que descola de um porta-aviões, uma vida de lutas contra as dificuldades seria uma batalha travada contra os aviões inimigos, em meio à turbulência e à tempestade.

Depois de um combate feroz, o piloto retorna e descobre que seu porta-aviões desapareceu sem deixar vestígio. Não encontra nada diante dos olhos, além do vasto oceano. Seu combustível chegou a zero. Ele pensa na dura batalha que acabou de enfrentar, e pergunta a si próprio: “De que serviu tudo isso? Fui um tolo, um grande tolo…”.

Assim como para um avião não há um destino pior do que a queda, também na vida, não existe questão maior do que a morte. Pois a nossa vida atual e todas as alegrias que temos hoje, terminarão com a morte.

Algumas pessoas podem pensar ou dizer: “Pensar na morte agora não vai mudar nada. Só vou pensar nisso quando chegar a hora. Se ficar pensando em morrer, não vou conseguir viver minha vida!”.

Mas será que não existe outra maneira de lidar com a morte, além da rendição incondicional, da resistência até o fim, da total resignação?

Na filosofia budista, pensar na morte não significa estar todo momento imaginando que podemos morrer ou coisa parecida, mas é ter e viver com a consciência de que não viveremos para sempre e que, por isso, precisamos valorizar ao máximo as pessoas e o que vivemos no presente.

Enquanto se tem saúde, é possível pensar na morte como “repouso” ou “descanso eterno”, e afirmar que ela não é ameaçadora; mas, diante da morte iminente, para qualquer ser humano, tudo o que importa é saber o que existe atrás de sua cortina.

Não se sabe absolutamente se existe ou não o mundo após a morte. Esse estado de ignorância e ansiedade é chamado de “escuridão da mente” ou “mente escura”. Essa escuridão se refere à ignorância ou à incerteza sobre o que acontecerá depois que morrermos.

Por esta razão, o budismo ensina sobre a “questão crucial de nascimento e morte” ou a “grande questão do pós-morte”, e o caminho para a sua solução, enquanto estamos saudáveis e temos vida.

Uma vez que a “mente escura”, que carrega a insegurança sobre o nosso futuro que com certeza virá (a morte e o pós-morte) for eliminada, obteremos a uma felicidade plena nesta vida, que mesmo perante a morte não desaparece. É o que Shakyamuni, o buda, transmitiu ao longo de toda a sua vida, há mais de 2600 anos.

Tudo isso é explicado no livro “Porque vivemos”, que pode ser folheado abaixo.

Please wait while flipbook is loading. For more related info, FAQs and issues please refer to DearFlip WordPress Flipbook Plugin Help documentation.

Dúvidas, perguntas e comentários podem ser enviadas para Mauro Nakamura, pelos seguintes meios:

Mauro Nakamura
Professor de filosofia budista, autor, editor de conteúdo e presidente da ITIMAN. Diretor internacional da Ichimannendo Publishing Co. Ltd. - Tóquio, Japão.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *