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Foto – Site Crença

Para as pessoas sem nenhuma filiação religiosa pode parecer que a palavra “crença” tem pouco ou nada a lhes dizer; contudo, se pensarmos a respeito com mais cuidado e atenção, vamos perceber que existem muitos tipos de crença, além daquela com significado relacionado a um ente superior. 

Sem acreditar em algo, não conseguimos viver. Neste caso, o termo “acreditar” ou “crença” tem o significado de “apoiar-se”, ter a expectativa de que este “algo” possa nos fazer, de alguma maneira, feliz ou, no mínimo, trazer conforto e bem-estar. Por exemplo, todos nós acreditamos (ou nos apoiamos) na vida ou na saúde, no dinheiro e nas nossas posses, na honra ou dignidade. Crianças põem sua confiança nos pais; marido e esposa, se apoiam e acreditam um no outro. Por esta razão, podemos considerar que viver é sinônimo de acreditar ou ter uma crença.

Crer que haverá o dia de amanhã para si é o mesmo que ter fé na vida, ter uma crença de que continuaremos vivos. Sem esta crença, ficamos literalmente sem esperança alguma de viver e nenhum ser humano é capaz de viver sem esperança ou expectativas. Por isso, a crença não é, necessariamente, exclusiva do âmbito religioso, mas está presente no nosso dia a dia, a todo instante da nossa vida.

Quem acredita que vai permanecer vigoroso e saudável, tem fé, acredita em sua saúde. As pessoas têm uma enorme crença e, por isso, depositam confiança praticamente que total na Ciência. Por ser assim, quando ouvimos que algo foi comprovado cientificamente, muito dificilmente alguém irá discordar. Isto acontece porque existe uma crença muito forte na Ciência. Obviamente que não há nenhum mal em acreditar na Ciência, apenas, é um bom exemplo para as inúmeras crenças (não religiosas) que o ser humano possui.

O que as pessoas consideram ser o mais importante para as suas vidas e como elas cultivam e mantém a crença de que serão felizes com isso, varia de acordo com fatores individuais e singulares para cada um, como o nível de escolaridade, inteligência, educação, experiências vividas, etc … Por isso, as pessoas podem ter crenças semelhantes, mas nunca serão exatamente e totalmente iguais.

A conclusão desta reflexão e questão primordial para qualquer pessoa é saber no que devemos acreditar para sermos realmente felizes. Se nos apoiarmos em algo que irá se desmoronar, cairemos juntos e teremos de sofrer as consequências da queda. Por outro lado, acreditar e se apoiar em algo consistente, que tem uma base firme, faz com que a nossa felicidade também seja duradoura. 

A filosofia budista indica um caminho, possível para qualquer pessoa, em que podemos passar do “acreditar” para o “saber”, ou ainda, a partir da “crença” (não religiosa) chegar até a “sabedoria” e, consequentemente, obter a felicidade duradoura e plena, nesta vida. 

Leia também o artigo “A diferença entre acreditar e saber” e entenda melhor como é a crença não religiosa que todas as pessoas, sem exceção, possuem.

Dúvidas, perguntas e comentários podem ser enviadas para Mauro Nakamura, pelos seguintes meios:

Mauro Nakamura
Professor de filosofia budista, autor, editor de conteúdo e presidente da ITIMAN. Diretor internacional da Ichimannendo Publishing Co. Ltd. - Tóquio, Japão.

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